terça-feira, outubro 28, 2008

A minha menina

A minha menina passou para o outro lado do arco-íris.
Para mim, a minha menina vai estar sempre atrás de uma bolinha saltitona. Faz-lhe grandes fintas e ensaia passes de mestre.
A dor da sua perda é quase física. É como se tivessem tirado um membro mas eu continuasse a senti-lo. É uma dor fantasma. Que não desaparece. É o eterno buscar com olhar por aquilo que já não está lá.
Beijo gata grande, coisa fôfa, nari-cô-de-rosa.


Até sempre.

terça-feira, outubro 21, 2008

Desta cama de Hospital...

Pois, aqui estou! Numa cama de Hospital, depois de julgar que ia a uma simples ida às urgências mais uma vez por causa da minha amiga gastrite. Afinal o médico encontrou uma outra amiga, de seu nome nefrite, e mandou-me passar cá 48hrs em observação.
EU bem lhe digo que a minha vida não é isto e que tenho de ir trabalhar. Riu-se, o gajo. Gozou comigo dizendo que eu era o mais diferente que já lhe tinha acontecido. "A maioria das pessoas que aqui entra, quer um atestado sem estar doente. A menina está doente, não pode ir trabalhar e só me diz que não quer atestado, só quer saber quando é que pode ir trabalhar... Você é mesmo do contra, não é??"
Xiça! Como é que um gajo que me conhece nem hà 5 min já me está a dizer que eu sou do contra???

sexta-feira, outubro 17, 2008

Recebido por mail... Da autoria de Mário Crespo:

Imaginem

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.
Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos.
Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar.
Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas. Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Embora pareça um bocadinho a letra do Imagine do John Lennon, faz-nos pensar que às vezes basta 10% para fazer diferença...

quinta-feira, outubro 16, 2008

"A memória é uma paisagem contemplada de um comboio em movimento."

José Eduardo Agualusa
O Vendedor de Passados

quinta-feira, outubro 09, 2008

CONTRA A TOURADA!!!! Sempre!


Contra as touradas
Foto@EPA/Olivier Hoslet
Os activistas pelos direitos dos animais da PETA numa manifestação contra as touradas junto ao Parlamento Europeu, em Bruxelas

segunda-feira, outubro 06, 2008