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quarta-feira, outubro 10, 2007

Há poucas coisas que me lembro da minha infância. Não sei porquê. Sei que fui feliz, mas as memórias que tenho não são muito vívidas, como vejo acontecer com grande parte dos meu amigos, que se lembram dos coleguinhas do jardim de infância, do nome da professora, das regras do jogo da queimada... Eu não me lembro dessas coisas. Tenho pena.

Sei que quando pensava no que queria ser "quando fosse grande", saíam coisas disparatadas, como é normal. Desde veterinária a hospedeira, agricultora a presidente da Câmara, passei incólume por todas essas fases. Nunca tive uma perspectiva muito real do que era "ser grande". Mesmo quando cheguei ao 1,70m achei que ainda não tinha chegado lá.

Agora cheguei. Já cá estou há alguns anos. Do alto do meu 1,72m, 30 anos de vida me contemplam. E pesam...

Embora o périplo que é e sempre foi a minha vida me tenha preparado para muitas coisas, existem uma infinidade de outras para as quais ninguém tem preparação. Não foi isto que me prometeram!!! Sinto-me presa numa publicidade enganosa! Afinal, ter trinta anos não tem piada nenhuma. Afinal, ser independente e ter de governar uma casa e gerir o tempo e as compras e o jantar e a roupa para lavar e a máquina da louça para despejar e arranjar trabalho e mantê-lo e manter a moral e manter a energia e o entusiasmo e uma relação e estar num malabarismo constante não é compensador, não é aliciante, não é nada do que eu quero que seja!

Há dias assim...








sexta-feira, julho 13, 2007

Faltam 3 semanas...

Para eu ir de férias...

quinta-feira, junho 28, 2007

E já é quinta…

Pois é. Tenho andado um bocado atarefada e o tempo de vir ao blogue não tem sido muito. Normalmente aproveito a hora do almoço, mas nem essa tem sobrado ultimamente. Ando um bocado às aranhas ultimamente. Não sei se com as outras pessoas se passa o mesmo, mas a mim custa-me muito regressar de férias. Férias é um estado a que me habituo muito rapidamente. O pior é mesmo voltar à rotina, ao anda e corre, ao burburinho e diz que disse, ao ruído de fundo… Canso-me mais, pois não consigo concentrar-me. Dou por mim a pensar noutras coisas que não aquilo que stou a fazer. Enfim, e agora, 5ª feira, quando já estou a habituar-me... é sexta!! Por um lado, é realmente bom, mas … xiça… logo agora que já levava o embalo todo?? (hihihihihihi... acreditaram??)

quarta-feira, maio 30, 2007

Encontra alguma coisa para dizer, estrutura-a e transpõe para o papel...

Parece fácil, não parece? Parece até uma coisa relativamente simples de se fazer. Não o é. Todos os dias penso no que poderia escrever neste espaço e invariavelmente, acabo o dia sem ter postado nada. Ás vezes por falta de ideia. Às vezes porque acho que as ideias que me surgem não interessam “nem ao Menino Jesus”. Ás vezes porque penso: “não posso postar isto… vai dar cana demais e as personagens vão reconhecer-se”.

É verdade que sou muito crítica. Não me agrada deixar coisas por dizer. Isso é, na maioria das vezes, muito mau. No mundo profissional então… é para esquecer. Se há coisa que percebi à minha custa, é que no trabalho não se deve dizer aquilo que se pensa. Deve pensar-se naquilo que se diz e de preferência calar metade. O que me irrita são as reuniões para discutir o que já está mais que discutido e rediscutido para chegarem à sugestão que foi dada há à 5 reuniões atrás. E o que é que se faz nessa altura? Hem? O que acham que se deve fazer??? Pois bem, eu digo! Não se faz nada! Nadinha… Façam de conta que não é nada convosco. E porquê? Porque se disserem alguma coisa, são vocês que vão ficar responsáveis pelas tais medidas que deviam ter sido tomadas há 7 meses atrás e que só agora é que vão andar para a frente porque entretanto a m------ já é tanta que ninguém dá conta do assunto.

E já agora, o eufemismo mais cínico que eu já encontrei no mundo profissional foi a expressão “coordenação de esforços”. É que mais valia nem sequer pronunciar uma barbaridade destas. Para haver uma “coordenação”, tem de haver uma “equipa”. Não há “equipa” sem “chefia competente” (outro grande, graaaande eufemismo). Esta última, está em ruptura de stock no mercado. E quando se encontra um espécimen desta categoria, normalmente ou já vem amolgado, ou já passou de validade ou a exposição aos elementos corrompeu-o irremediavelmente. Portanto, para quê chatearem-se? Não vale a pena. Eu já cheguei a essa conclusão. Faço o meu trabalho. Faço-o o melhor que consigo, com a informação e ferramentas que me são dadas. A partir daí, não quero nem saber… Não me chateiem, que eu também não!

sexta-feira, maio 25, 2007

O que eu gosto mesmo...

... é quando me mandam sair da sala para discutirem coisas relacionadas com o meu trabalho...

Só demonstra a transparência e honestidade do sítio onde se trabalha....

miau

domingo, fevereiro 18, 2007

Domingo de Manhã…como sempre…

Sei que desta vez estiquei-me um bocadinho no número de palavras e percebo que não estejam com pachorra para ler, mas este crapbook é meu, é a minha terapia…

Disclaimer: Os acontecimentos/pensamentos aqui revelados são puramente fictícios, fruto da minha imaginação… Toda e qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência….ou não.

Realmente não sei o que se passa comigo e com os domingos de manhã, mas parece-me que só depois de reflectir um dia e duas noites acerca da minha semana é que consigo “verbalizar” acerca de todos os acontecimentos. Não que a minha vida seja uma agitação… Mas uma coisa posso garantir: de monótona só tem a rotina do acorda às 07h e deita às 00h (o mais tardar). De resto, não há dia sem surpresa. Infelizmente.

Sei que maioria de vocês pode achar que estou a falar de barriga cheia. Afina, uma vida sem monotonia é algo que todos devemos almejar, quanto mais não seja como forma de preservarmos a nossa sanidade mental. O problema é que a minha anda a deixar-me louca…

Para quem não me conhece, eu até sou uma “rapariga mexida”… Gosto pouco de chatices, gosto de fazer coisa interessantes, de fazer coisas acontecer. Gosto de manter uma conversa com uma pessoa interessante e descobrir mais acerca dela. Ultimamente, a minha paciência anda tão estoirada, que a única coisa que me dá alguma satisfação é chegar a casa, comer o jantar, vegetar em frente à TV e dormir. Porquê?

Digo-vos sinceramente: estou farta. Um terço (pelo menos) das pessoas com quem convivo numa base diária Não é aquilo que aparenta… Até aqui, nenhuma surpresa. Todos nós fingimos um pouco. Eu finjo! Numa base diária! SIM, é verdade! Finjo que não sei o que sei, finjo que estou contente, finjo que não me importo… é melhor nem começar a desenrolar. Mas há coisas que não suporto! (As 3 frases seguintes deste post foram censuradas por mim, por serem demasiado cáusticas, poderem ser percebidas por pessoas que eu sei que lêem este blog e por serem imperceptíveis para outras a ponto de ficarem preocupadas comigo.)

Adiante… depois de um sábado interessantíssimo, ao melhor nível de natureza humana, de fazer inveja a qualquer canal Geographic Channel e ao melhor balde de pipocas do cinema, pensei: mas por que é que eu me importo com isto? Porque é que eu me deixo afectar por coisas que são perfeitamente naturais para os (outros) seres humanos? Porque é que eu ainda me surpreendo com coisas como inveja, mal dizeres, lambe-botismo, cinismo e falsas competências, vedetismo?

Por esta altura, ao virar dos 29 para os 30 (que horror!!!!), já devia ter aprendido a fazer o meu caminho, focada no que quero e deixar-me distrair apenas pelas coisas certas, em vez de ficar a remoer os “como é que é possível??” que se atravessam na estrada todos os dias. Eu sei, que vou chegar onde quero. Sem precisar de agir contra o que acredito. Portanto, até lá,” let’s enjoy the ride…The journey is about to begin”.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Mais um dia...

É só mais um dia...

Só mais uma semana...

Só mais um mês...

Só mais 6 meses...

Só mais um ano...

Só sei que há custa disto, há 3 anos que não tenho "férias"...

Sim! Férias! Porque a semana que tirei o ano passado, foi utilizada a mudar de casa, pelo que não podemos propriamente chamá-la de férias... As 3 semanas que estive em casa há dois anos, estava desempregada. Quem já esteve nessa situação, sabe que também não podemos considerar esse tempo como férias...

Resumindo e concluindo: estou cansada...

Preciso de "férias"...

quarta-feira, dezembro 27, 2006

De volta...

... à luta!

(Mas não me apetecia nada... )

terça-feira, dezembro 19, 2006

A Greve e o METRO - Parte CLMVIII - A sequela

Acho que já não consigo fazer comentário nenhum à VERGONHA que é esta treta da greve do METRO!!!


Só uma coisinha... paguei 7,50€ para vir trabalhar...

Enfim...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Sabem de uma coisa??

Estou com aquela sensação de "nunca mais é sexta"...

E ainda por cima, cada vez que me lembro que sábado ás 9:00 da manhã tenho uma belíssima aula de Código do Trabalho, nem me apetece que o fim de semana chegue...

O que é que eu faço??

Que dilema...

miau!

sexta-feira, setembro 29, 2006