Sem resposta… Escusado será dizer o que isso significa. Eu até percebo que seja complicado estar a dar uma resposta a todas as pessoas que concorrem a um determinado lugar. No entanto, acho que ao final de quatro entrevistas, se garantem que darão uma resposta até ao final da semana, seria, no mínimo, de bom-tom, dá-la realmente. Senão, mais valia dizer “se não dissermos nada até ao final da semana, é porque não ficou com o lugar”. Digo eu! Sei que até tenho mau feitio nestas coisas, mas um telefonema não custa nada (diz a PT, ou o HOME ou até a TVCabo – que resolveu oferecer-me telefone para sempre, vá lá saber-se porquê).
Bem, continuo por aqui.
Miau
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segunda-feira, setembro 17, 2007
Sem resposta
quinta-feira, setembro 13, 2007

Não sei quanto à maioria das pessoas, mas eu adoro trovoada e relâmpagos.
Bem, concordo que se estivermos na rua se torna um bocado incómodo, mas se estiver em casa, a primeira coisa que faço quando vejo que vem aí tempestade é ir para a varanda. Felizmente a minha varanda tem tecto, pelo que não chove, mas como não tenho (nem vou ter, se Deus quiser) prédios à frente de casa, consigo ver até Monsanto. Nestas duas últimas noites tive uma perspectiva fantástica do espectáculo que a Natureza nos ofereceu. Para mim, trovoada e relâmpagos são isso mesmo: uma das mais espectaculares demonstrações de força da Natureza. De repente, o céu escuro ilumina-se num tom néon violeta e passados uns segundos o ribombar que não se percebe muito bem de onde vem.
Para mim é um espectáculo. Talvez “the greatest show on earth”.
Resta agora fazer a ressalva que tirei a foto da net e não da varanda!! hihihi
Miau!
quarta-feira, maio 30, 2007
Encontra alguma coisa para dizer, estrutura-a e transpõe para o papel...
Parece fácil, não parece? Parece até uma coisa relativamente simples de se fazer. Não o é. Todos os dias penso no que poderia escrever neste espaço e invariavelmente, acabo o dia sem ter postado nada. Ás vezes por falta de ideia. Às vezes porque acho que as ideias que me surgem não interessam “nem ao Menino Jesus”. Ás vezes porque penso: “não posso postar isto… vai dar cana demais e as personagens vão reconhecer-se”.
Parece fácil, não parece? Parece até uma coisa relativamente simples de se fazer. Não o é. Todos os dias penso no que poderia escrever neste espaço e invariavelmente, acabo o dia sem ter postado nada. Ás vezes por falta de ideia. Às vezes porque acho que as ideias que me surgem não interessam “nem ao Menino Jesus”. Ás vezes porque penso: “não posso postar isto… vai dar cana demais e as personagens vão reconhecer-se”.
É verdade que sou muito crítica. Não me agrada deixar coisas por dizer. Isso é, na maioria das vezes, muito mau. No mundo profissional então… é para esquecer. Se há coisa que percebi à minha custa, é que no trabalho não se deve dizer aquilo que se pensa. Deve pensar-se naquilo que se diz e de preferência calar metade. O que me irrita são as reuniões para discutir o que já está mais que discutido e rediscutido para chegarem à sugestão que foi dada há à 5 reuniões atrás. E o que é que se faz nessa altura? Hem? O que acham que se deve fazer??? Pois bem, eu digo! Não se faz nada! Nadinha… Façam de conta que não é nada convosco. E porquê? Porque se disserem alguma coisa, são vocês que vão ficar responsáveis pelas tais medidas que deviam ter sido tomadas há 7 meses atrás e que só agora é que vão andar para a frente porque entretanto a m------ já é tanta que ninguém dá conta do assunto.
E já agora, o eufemismo mais cínico que eu já encontrei no mundo profissional foi a expressão “coordenação de esforços”. É que mais valia nem sequer pronunciar uma barbaridade destas. Para haver uma “coordenação”, tem de haver uma “equipa”. Não há “equipa” sem “chefia competente” (outro grande, graaaande eufemismo). Esta última, está em ruptura de stock no mercado. E quando se encontra um espécimen desta categoria, normalmente ou já vem amolgado, ou já passou de validade ou a exposição aos elementos corrompeu-o irremediavelmente. Portanto, para quê chatearem-se? Não vale a pena. Eu já cheguei a essa conclusão. Faço o meu trabalho. Faço-o o melhor que consigo, com a informação e ferramentas que me são dadas. A partir daí, não quero nem saber… Não me chateiem, que eu também não!
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domingo, janeiro 21, 2007
Sunday Morning
É sempre ao Domingo de manhã (quando não estou a dormir, pois claro) que me dá mais vontade de escrever aqui no bloguezito…
A verdade é que ainda não sei, nem decidi, o que é este blog.
Não é um diário, pois não sou persistente o suficiente para escrever nele todos os dias (nem todas as semanas, quanto mais…)
Não é um registo de eventos, pois quem lê este blog (3 pessoas, no máximo, comigo incluída) não consegue ficar sequer com uma ideia daquilo que se passa comigo.
Eu gosto de chamar-lhe o meu “crapbook”. Não é, definitivamente um “scrapbook” (vulgo, livro de recortes), embora à primeira vista pareça um pouco retalhado. Mas até um scrapbook obedece a certos critérios (nomeadamente o tema). Isso não acontece aqui.
Para mim é muito fácil manter um blog sem pressupostos. Ao menos assim ninguém sabe bem o que os espera de cada vez que aqui vem espreitar…
Pelo menos sempre vou postando aquilo que me apetece!
Miau
A verdade é que ainda não sei, nem decidi, o que é este blog.
Não é um diário, pois não sou persistente o suficiente para escrever nele todos os dias (nem todas as semanas, quanto mais…)
Não é um registo de eventos, pois quem lê este blog (3 pessoas, no máximo, comigo incluída) não consegue ficar sequer com uma ideia daquilo que se passa comigo.
Eu gosto de chamar-lhe o meu “crapbook”. Não é, definitivamente um “scrapbook” (vulgo, livro de recortes), embora à primeira vista pareça um pouco retalhado. Mas até um scrapbook obedece a certos critérios (nomeadamente o tema). Isso não acontece aqui.
Para mim é muito fácil manter um blog sem pressupostos. Ao menos assim ninguém sabe bem o que os espera de cada vez que aqui vem espreitar…
Pelo menos sempre vou postando aquilo que me apetece!
Miau
terça-feira, janeiro 02, 2007
Ora, se eu já tinha pouca vontade de lá ir... Agora É QUE NÃO VOU MESMO!!!
Governo norte-americano com acesso a email e dados bancários de passageiros europeus e mail e dados bancários de passageiros europeus
Os europeus que adquiram passagens aéreas para os Estados Unidos através da Internet, ou de outro modo que envolva um cartão de crédito, poderão ver as suas transacções e mensagens de correio electrónico inspeccionadas pelas autoridades norte-americanas, publicou um jornal britânico. O anúncio vem no seguimento de um acordo estabelecido entre a União Europeia os Estados Unidos, em Outubro do ano passado, que prevê que as companhias aéreas europeias forneçam os itinerários e detalhes de pagamentos dos passageiros às autoridades norte-americanas. O Daily Telegraph escreve que as informações recolhidas serão utilizadas como instrumento não só contra o terrorismo como também contra outro tipo de crimes. A mesma fonte cita um porta-voz do Departamento de Transportes britânico que afirma que "todas as companhias aéreas serão obrigadas a actuar de acordo com as normas, caso queiram continuar a operar", para os Estados Unidos. Como parte dos requisitos impostos, está previsto que os passageiros tenham total conhecimento e esclarecimento daquilo que lhes é pedido. A notícia já causou impacto junto dos grupos de defesa dos direitos humanos que classificam a norma como "horrenda" na medida em que "tornam o acto de comprar uma passagem aérea numa porta para a partilha de informações pessoais". Esta é mais uma norma de prevenção, apoiada no combate ao terrorismo, criada depois do 11 de Setembro. Após os Estados Unidos pedirem que as companhias aéreas europeias forneçam nomes, moradas, telefones, dados de crédito, entre outras informações dos passageiros, especula-se agora até que ponto as autoridades europeias deverão efectuar um pedido semelhante ao governo norte-americano, no que diz respeito aos seus cidadãos.
Retirado do site: http://tek.sapo.pt/4M0/715287.html
quarta-feira, dezembro 27, 2006

Depois de uns dias por casa dos papás, nunca sabe bem voltar ao rebuliço da cidade grande. Digo isto apesar de adorar viver em Lisboa! É verdade! Adoro viver em Lisboa! Acho-a uma cidade fantástica. Desde que vim para cá, com 17 aninhos que adorei tudo o que ela contém.
Reconheço que não é fácil adaptarmo-nos a viver numa cidade grande, principalmente vindos de uma ilha. Mas o fascínio que Lisboa tem, é o de conseguir ser pequenina e grande ao mesmo tempo. Pequena o suficiente para passarmos incógnitos (impossível numa ilha) e pequena o suficiente para conseguirmos conhecer os nossos vizinhos, o senhor do café e termos os tão típicos bairros lisboetas.
Desde que comecei a viver em Lisboa (digo viver com o significado de trabalhar, morar e tudo o que isso dá direito), que os dias fora dela me parecem longos. Gosto desta azáfama, deste corre-corre, do barulho, das luzes, dos carros. Quando vou “a casa” (Açores), tenho duas reacções distintas. A princípio, custa-me imenso desacelerar. Não que os açorianos sejam lentos! Têm outro ritmo… Tudo é feito com mais calma, com mais pachorra. Aliás, o clima (com 90 a 100% de humidade relativa todo o ano), não deixa que seja de outra forma. Mas assim que se consegue entrar no ritmo, tudo corre melhor… O stress fica para trás, os dias correm uns atrás dos outros, sem sobressaltos. No entanto, ao fim de duas semanas, começo com o bichinho outra vez… Sinto falta de stress, sinto falta de andar na rua e não ser reconhecida, de poder andar 300 kms de carro e mudar de ares!
Eu adoro S. Miguel. É o meu berço, é a minha terra, são as minhas raízes. Mas não consigo viver lá, pelo menos por agora! Quem sabe se um dia mais tarde…
terça-feira, dezembro 19, 2006
A Greve e o METRO - Parte CLMVIII - A sequela
Acho que já não consigo fazer comentário nenhum à VERGONHA que é esta treta da greve do METRO!!!
Só uma coisinha... paguei 7,50€ para vir trabalhar...
Enfim...
Só uma coisinha... paguei 7,50€ para vir trabalhar...
Enfim...
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terça-feira, novembro 07, 2006
Tou farta... fartinha...
Metro admite negociar
Com a condição de os sindicados abandonarem greve
O novo presidente do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa, Joaquim Reis, admite negociar o acordo de empresa, caso os sindicatos abandonem as greves. Para já, os representantes dos trabalhadores dizem desconhecer, oficialmente, esta intenção da empresa.
Em declarações à TSF, Joaquim Reis disse estar disposto a negociar o acordo de empresa, o motivo pelo qual os trabalhadores do metro estão hoje em greve pela sexta vez este ano. "Temos de negociar mas as partes têm de agir de boa-fé", disse Joaquim Reis, salientando no entanto que a empresa não o fará enquanto existir um pré-aviso de greve. "Não me parece correcto seja com quem for que se negocie directamente com um pré-aviso de greve", acrescentou.
O novo presidente do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa já tinha defendido em declarações ao jornal Público que não negociaria com greves marcadas. Joaquim Reis defendeu que os sindicatos deveriam ter desconvocado as greves marcadas para hoje e quinta-feira "como sinal de boa vontade" e advertiu que não haveria negociações enquanto existissem "crispações".
Em declarações hoje de manhã à agência Lusa, Diamantino Lopes, da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos , disse que apenas teve conhecimento desta intenção da empresa através dos órgãos de comunicação social. "O novo conselho de gestão do metro não contactou nenhum dos cinco sindicatos para desbloquear o conflito", disse. "Este novo conselho já começa mal. Afirmar aquela intenção [de negociar o acordo de empresa] aos órgãos de comunicação social e não aos sindicatos não me parece que seja a melhor maneira", explicou Diamantino Lopes. O sindicalista disse à Lusa que se o novo conselho quer resolver o conflito terá de convocar e falar com os sindicatos primeiro. Só depois se analisará a situação. Até lá, precisou, as greves vão manter-se.
Adesão total
A paralisação que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa cumprem hoje, e que teve início às 06h30, está a registar uma adesão de 100 por cento, de acordo com a FESTRU. O protesto de hoje, o sexto deste ano, decorre entre as 6h30 e as 12h00 e visa exigir o prolongamento do acordo de empresa, mas a companhia está a garantir autocarros alternativos correspondentes à rede. O acordo de empresa está em vigor há 30 anos e termina no final de 2007, mas os trabalhadores do Metro, que receiam a perda dos direitos conquistados, pretendem vê-lo prolongado até 2011. Com Lusa
Tirado do portal sapo.pt...
Só uma perguntinha: caso o acordo de empresa seja prolongado até 2011, depois? o que acontece nessa data? voltamos à cepa torta?? mais grevezinhas para prolongar o dito acordo?? Porquê 2011? porque não 2020? Quais são os planos de acção até 2011 para que não torne a haver greves e mais greves por causa do bendito acordo?? hã? Hum??
Com a condição de os sindicados abandonarem greve
O novo presidente do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa, Joaquim Reis, admite negociar o acordo de empresa, caso os sindicatos abandonem as greves. Para já, os representantes dos trabalhadores dizem desconhecer, oficialmente, esta intenção da empresa.
Em declarações à TSF, Joaquim Reis disse estar disposto a negociar o acordo de empresa, o motivo pelo qual os trabalhadores do metro estão hoje em greve pela sexta vez este ano. "Temos de negociar mas as partes têm de agir de boa-fé", disse Joaquim Reis, salientando no entanto que a empresa não o fará enquanto existir um pré-aviso de greve. "Não me parece correcto seja com quem for que se negocie directamente com um pré-aviso de greve", acrescentou.
O novo presidente do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa já tinha defendido em declarações ao jornal Público que não negociaria com greves marcadas. Joaquim Reis defendeu que os sindicatos deveriam ter desconvocado as greves marcadas para hoje e quinta-feira "como sinal de boa vontade" e advertiu que não haveria negociações enquanto existissem "crispações".
Em declarações hoje de manhã à agência Lusa, Diamantino Lopes, da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos , disse que apenas teve conhecimento desta intenção da empresa através dos órgãos de comunicação social. "O novo conselho de gestão do metro não contactou nenhum dos cinco sindicatos para desbloquear o conflito", disse. "Este novo conselho já começa mal. Afirmar aquela intenção [de negociar o acordo de empresa] aos órgãos de comunicação social e não aos sindicatos não me parece que seja a melhor maneira", explicou Diamantino Lopes. O sindicalista disse à Lusa que se o novo conselho quer resolver o conflito terá de convocar e falar com os sindicatos primeiro. Só depois se analisará a situação. Até lá, precisou, as greves vão manter-se.
Adesão total
A paralisação que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa cumprem hoje, e que teve início às 06h30, está a registar uma adesão de 100 por cento, de acordo com a FESTRU. O protesto de hoje, o sexto deste ano, decorre entre as 6h30 e as 12h00 e visa exigir o prolongamento do acordo de empresa, mas a companhia está a garantir autocarros alternativos correspondentes à rede. O acordo de empresa está em vigor há 30 anos e termina no final de 2007, mas os trabalhadores do Metro, que receiam a perda dos direitos conquistados, pretendem vê-lo prolongado até 2011. Com Lusa
Tirado do portal sapo.pt...
Só uma perguntinha: caso o acordo de empresa seja prolongado até 2011, depois? o que acontece nessa data? voltamos à cepa torta?? mais grevezinhas para prolongar o dito acordo?? Porquê 2011? porque não 2020? Quais são os planos de acção até 2011 para que não torne a haver greves e mais greves por causa do bendito acordo?? hã? Hum??
segunda-feira, outubro 02, 2006
Se receber resposta (Coisa que não aconteceu com a 1ª) também terá o seu devido destaque
Exmo. Senhor Provedor do Telespectador da RTP.
Assisti à transmissão do vosso programa acerca das inúmeras cartas que têm recebido a favor e contra a transmissão de touradas na RTP. Apesar de não concordar, de todo, com a maneira como foi apresentada, que a meu ver foi tendenciosamente pró-tourada, venho reclamar do seguinte:
Todas as cartas que foram recebidas com o mesmo texto, foram imediatamente rotuladas como sendo provenientes de "cidadãos organizados". Ora, eu realmente recebi um exemplar dessa carta por mail e acabei por utilizá-la como o texto que submeti ao Exmo. Senhor Provedor. No entanto, se soubesse que seria tomada como uma "cidadã organizada" não o teria feito. Sou contra as touradas, que considero um espectáculo de barbárie, mas não sou filiada em nenhuma associação de defesa dos animais, por opção. Como tal, não acho justo que tenham considerado todas as cartas enviadas por cidadãos como eu, como pertencentes a um movimento de cidadão organizado. O certo é que o protesto existe e continuará, com ou sem rótulos. E esse rótulo no vosso programa apenas serviu para tentarem descredibilizar quem escreveu para os vossos serviços protestando contra a transmissão dos ditos "espectáculos".
Espero que da próxima vez que receba mails ou cartas iguais, não se limite a "pôr tudo no mesmo saco" e pense que por detrás de cada carta ou mail que recebe está UM cidadão, UM telespectador, UMA pessoa que disponibilizou um pouco do seu tempo para escrever uma missiva aos seus serviços.
Sem outro assunto de momento.
Melhores cumprimentos.
Assisti à transmissão do vosso programa acerca das inúmeras cartas que têm recebido a favor e contra a transmissão de touradas na RTP. Apesar de não concordar, de todo, com a maneira como foi apresentada, que a meu ver foi tendenciosamente pró-tourada, venho reclamar do seguinte:
Todas as cartas que foram recebidas com o mesmo texto, foram imediatamente rotuladas como sendo provenientes de "cidadãos organizados". Ora, eu realmente recebi um exemplar dessa carta por mail e acabei por utilizá-la como o texto que submeti ao Exmo. Senhor Provedor. No entanto, se soubesse que seria tomada como uma "cidadã organizada" não o teria feito. Sou contra as touradas, que considero um espectáculo de barbárie, mas não sou filiada em nenhuma associação de defesa dos animais, por opção. Como tal, não acho justo que tenham considerado todas as cartas enviadas por cidadãos como eu, como pertencentes a um movimento de cidadão organizado. O certo é que o protesto existe e continuará, com ou sem rótulos. E esse rótulo no vosso programa apenas serviu para tentarem descredibilizar quem escreveu para os vossos serviços protestando contra a transmissão dos ditos "espectáculos".
Espero que da próxima vez que receba mails ou cartas iguais, não se limite a "pôr tudo no mesmo saco" e pense que por detrás de cada carta ou mail que recebe está UM cidadão, UM telespectador, UMA pessoa que disponibilizou um pouco do seu tempo para escrever uma missiva aos seus serviços.
Sem outro assunto de momento.
Melhores cumprimentos.
terça-feira, setembro 26, 2006
METRO (parte II - O Regresso dos Grevistas)
Ora cá estamos, mais uma vez, em dia de belíssima e sempre muito a propósito greve do Metro… Não sei se algum dos meus companheiros de cidade reparou ontem à ida para casa, nuns papelitos colados em algumas carruagens do dito transporte público, a explicar as razões da greve. A minha vontade foi despegar o dito da parede para ver se conseguia tirar algum sentido do que estava exposto, mas não faz o meu feitio mexer no que é dos outros.
Resumidamente: Reivindicam que não lhes querem renovar as condições sociais e, presumo, salariais que estão em vigor desde antes do 25 de Abril de 1974… pois… porque será??? Fazem, desde logo a ressalva que não estão em greve com o objectivo de obter qualquer aumento, mas a manutenção em vigor das regalias que desde sempre tiveram direito… pois… tá bem …
Não pondo sequer em questão o direito à greve que assiste todo e qualquer trabalhador (pois, pois… só que há uns que se fizerem greve vão para o olho da rua), há uma coisa que eu não consigo perceber, e gostaria que alguém, se estiver mais esclarecido do que eu, me explicasse, como se eu tivesse 2 anos. Porque é que a lei laboral, feita e aprovada como válida para todos os portugueses, se aplica a uns e para outros e para outros só serve o “upgrade”? Porque é que os trabalhadores do Metro, para além dos subsídios que lhes assistem por lei, hão-de ter melhores condições e regalias que os outros trabalhadores de Portugal? Reivindicam condições em vigor na empresa desde antes do 25 de Abril?? Eu sei que a vida debaixo de terra deve parecer muito diferente, mas será que quando vêm à superfície não deram que alguma coisa mudou desde essa altura? Que a realidade económica, social mudou?
Realmente, eu sei que posso parecer um pouco déspota neste post, mas quem me obrigou a levantar 1 hora mais cedo que o habitual, andar kms a pé até encontrar um transporte depois de horas de espera, quando eu pago por um serviço ADIANTADAMENTE por 1 mês, não foi mais déspota ainda ao brincar com o meu dinheiro e o meu salário que vai ser descontado por eu ter chegado atrasada? Pois, é que não sei se sabem, mas quando há avaria nas linhas, o Metro passa uma justificação para entregar à entidade patronal em caso de atraso, mas em dia de greve, escusam de ir lá pedir… é que “a greve é do conhecimento público”… Pois, mais uma vez, quem se lixa, é o mexilhão…
Resumidamente: Reivindicam que não lhes querem renovar as condições sociais e, presumo, salariais que estão em vigor desde antes do 25 de Abril de 1974… pois… porque será??? Fazem, desde logo a ressalva que não estão em greve com o objectivo de obter qualquer aumento, mas a manutenção em vigor das regalias que desde sempre tiveram direito… pois… tá bem …
Não pondo sequer em questão o direito à greve que assiste todo e qualquer trabalhador (pois, pois… só que há uns que se fizerem greve vão para o olho da rua), há uma coisa que eu não consigo perceber, e gostaria que alguém, se estiver mais esclarecido do que eu, me explicasse, como se eu tivesse 2 anos. Porque é que a lei laboral, feita e aprovada como válida para todos os portugueses, se aplica a uns e para outros e para outros só serve o “upgrade”? Porque é que os trabalhadores do Metro, para além dos subsídios que lhes assistem por lei, hão-de ter melhores condições e regalias que os outros trabalhadores de Portugal? Reivindicam condições em vigor na empresa desde antes do 25 de Abril?? Eu sei que a vida debaixo de terra deve parecer muito diferente, mas será que quando vêm à superfície não deram que alguma coisa mudou desde essa altura? Que a realidade económica, social mudou?
Realmente, eu sei que posso parecer um pouco déspota neste post, mas quem me obrigou a levantar 1 hora mais cedo que o habitual, andar kms a pé até encontrar um transporte depois de horas de espera, quando eu pago por um serviço ADIANTADAMENTE por 1 mês, não foi mais déspota ainda ao brincar com o meu dinheiro e o meu salário que vai ser descontado por eu ter chegado atrasada? Pois, é que não sei se sabem, mas quando há avaria nas linhas, o Metro passa uma justificação para entregar à entidade patronal em caso de atraso, mas em dia de greve, escusam de ir lá pedir… é que “a greve é do conhecimento público”… Pois, mais uma vez, quem se lixa, é o mexilhão…
segunda-feira, setembro 25, 2006
E amanhã há greve outra vez...
Será que me fazem desconto no passe por dias não utilizados POR CULPA DO PRÓPRIO METRO???
Aiiii, o que me apetecia... Chegar lá e dizer: Meus amigos..zzzz... Não pago o passe por inteiro..zzz.. pois à custa dos vossos impropérios tive de gastar o equivalente a DOIS passes MENSAIS para ir trabalhar em dias de greve... zzzzz...
quinta-feira, setembro 21, 2006
Protesto!!!
Venho por este meio manifestar o meu desagrado por todos os grevistas do METRO!!!
Não há pachorra!!!!!
Transportes alternativos?? hahaha só pode ser piada!!!
15€ de táxi para vir trabalhar!! Só porque suas Exas só se lembraram agora que o contrato colectivo vai acabar... Pois... quando assinaram não viram a data?? duuuh...
Tou passada!!!
Não há pachorra!!!!!
Transportes alternativos?? hahaha só pode ser piada!!!
15€ de táxi para vir trabalhar!! Só porque suas Exas só se lembraram agora que o contrato colectivo vai acabar... Pois... quando assinaram não viram a data?? duuuh...
Tou passada!!!
sexta-feira, julho 07, 2006
Futebol... ou não!
Eu sei que, dentro dos parâmetros considerados normais para os portugueses, eu não posso ser considerada uma pessoa "normal"... Uma das milhentas razões para tal tornou-se bastante evidente no último mês: eu não gosto de futebol. Não gosto e pronto... Não gosto e não vejo, não comento, não grito, não saio mais cedo do trabalho e não vou apitar para a rua de cada vez que há uma vitória (com a vantagem de não correr o risco de me pendurar numa estátua e despencar por ali abaixo). Prefiro estar a cozinhar, a ler, a fazer seja o que fôr em vez de ficar em frente à televisão a apreciar 22 gajos, mais os árbitros a correrem atrás de uma bola, num campo de tamanho que dava para albergar muitas famílias carenciadas e que têm um custo por metro quadrado capaz de fazer corar qualquer pessoa que viva com um ordenado médio em Portugal (e quiçá no estrangeiro), já para não falar dos ordenados de cada um desse 22 jogadores...
No entanto, desenganem-se se pensam que na minha casa não se vê futebol... infelizmente! A verdade é que não vivo sozinha, e há-que respeitar, a muito custo, confesso, os gostos e preferências de quem divide o espaço connosco. E também fui para uma churrascada no dia de bola, com os amigos... simplesmente fui pelo convívio e não pela bola! O convívio é interrompido por cerca de 90 minutos (que a mim me parecem décadas), mas é retomado logo a seguir. Pelo menos por mim!! O que eu não consigo entender é como é que existem pessoas que são capazes de ficar a remoer e a falar durante HORAS acerca de bola. Ou como é que é possível telefonar-se, quando se tem um jantar marcado, há semanas, a dizer: "Por causa da bola/jogo/resultado, estou sem disposição e não ia ser boa companhia." Desculpe??? Como é que é possível deixar que um jogo (pois não passa disso, é um jogo, tem regras, umas vezes ganha-se, umas vezes perde-se) afecte de tal modo a nossa disposição por forma a que deixemos de ter vontade de fazer seja o que fôr? Para mim, que me desculpem os adeptos mais afoitos, isso é doença! E "just for the record" nunca vi mulher nenhuma dizer o mesmo porque a novela acabou e o par romântico não ficou junto...
Pronto, só mais um desabafo...
Beijos!
segunda-feira, junho 26, 2006
Penso, logo blogo?

Ao correr por diversos blogs, neste universo que é completamente novo para mim, dei com um post que dizia apenas o seguinte: "Nem tudo o que penso, blogo." E achei genial. No entanto, o que eu realmente gostaria de fazer era bloggar assim que penso. Sinto que este filtro que se põe em cada coisa que se diz ou escreve apenas serve para que as pessoas sejam cada vez menos genuínas. Num pequeno mundo que é só meu, que pode ser visto por muitas pessoas, mas que só muito poucas poderão saber realmente quem sou, porque não bloggar tudo o que penso? Porque não dizer simplesmente aquilo que me der na real gana? Dizer abertamente "odeio Fulano de Tal, porque sim, porque me apetece, porque não vou com a cara dele"? Ou muito simplesmente dizer "adoro-te" mesmo sabendo as ínfimas possibilidades que existem do destinatário ler o post que lhe é dedicado? Num mundo de todos os dias, em que somos julgados, retraídos, apontados, em que nos temos de comportar segundo as regras de outros e de todos, sabe tão bem ter um post "branquinho", novinho em folha... Só para dizer que estou feliz, que sou feliz, que gosto de ser como sou, que mesmo que tenha de jogar com as regras dos outros, posso fazer outro jogo e esse é meu, só meu, até ao fim!
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